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Sistema BRT: uma solução para a mobilidade

As cidades brasileiras que sediarão os jogos da Copa de 2014 têm como grande desafio encontrar soluções para a mobilidade urbana durante as competições. Com características de desempenho e comodidade equivalentes aos modernos transportes sobre trilhos, a implantação do BRT requer tempo de implementação cerca de 2/3 menor em relação ao metrô e aproximadamente metade do necessário para o sistema VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou “bonde moderno”.

Em termos de investimento, o BRT também sai na frente.  “O BRT custa cerca de um quarto do VLT e estima-se que um quilômetro desse sistema é, em média, um décimo do custo de implementação da mesma extensão de metrô. Em valores, a proporção é de US$ 10 milhões para um quilômetro de BRT, enquanto US$ 100 milhões para um quilômetro de metrô”, explica Otávio Vieira da Cunha, presidente executivo da NTU.
 
Os benefícios proporcionados pela adoção do BRT são muitos: redução do tempo de viagem e da espera nos pontos de parada; mais confiabilidade no sistema, pois o usuário sabe, por meio de painéis informativos, em quanto tempo estará disponível o próximo ônibus (os intervalos podem variar de 30 a 60 segundos); mais conforto e menos impacto ambiental, graças à possibilidade de utilização de combustíveis alternativos; revitalização do espaço público e valorização imobiliária.

Quando se fala em transporte público urbano é preciso pensar em soluções que tragam melhorias para a população a curto, médio e longo prazos. “É essencial que os investimentos em mobilidade urbana realizados em virtude da Copa do Mundo de 2014 permaneçam como um legado para a sociedade. Com o BRT é assim: ele garante benefícios duradouros para o maior número de cidadãos que dependem do transporte coletivo no País”, complementa o presidente.

Tipos de BRT

São três os tipos de BRT, cada um deles com características diferenciadas e, em alguns casos, complementares. O BRT Leve possui prioridade parcial, com vias não totalmente segregadas, melhores tempos de viagem, paradas de melhor qualidade, tecnologia veicular e identidade de mercado. O BRT envolve vias segregadas, cobrança geralmente externa, estações de melhor qualidade, tecnologia veicular limpa e identidade de mercado. Por fim, o BRT Completo, que abrange serviço de metrô, rede de linhas e corredores integrados, estações fechadas de alta qualidade, cobrança externa, serviço rápido e frequente, veículos modernos, tecnologia limpa, identidade de mercado e serviço de alto nível.

Cases de sucesso

Internacionalmente, o maior case de sucesso de BRT está em Bogotá, na Colômbia, que teve em sua concepção a participação de diversos consultores brasileiros e é operado com veículos produzidos no Brasil. Chamado de Transmilênio, o sistema engloba 84 quilômetros de corredores troncais e 420 quilômetros de linhas alimentadores. O sistema serve, diariamente, a 1,2 milhão de viagens.

Atualmente, mais de 80 cidades em todos os continentes já operam sistemas BRT e centenas de projetos encontram-se em fase de implantação em diversos países. Entre eles estão Canadá, Estados Unidos, México, Guatemala, Equador, Venezuela, Colômbia, Brasil, Chile, Reino Unido, Holanda, Alemanha, França, Itália, Tanzânia, Índia, China, Japão, Coréia do Sul, Taiwan, Indonésia, Nova Zelândia e Austrália.

 Autor: NTU

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