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BRTData aprimora indicador e qualifica seu banco de dados

Implantado pela primeira vez em Curitiba, o BRT (Bus Rapid Transit) é um sistema de ônibus que tem a capacidade de transformar cidades inteiras, garantindo mais qualidade de vida à população. Pela sua vocação de reduzir fortemente as emissões de CO2 provenientes do transporte, o BRT hoje já está presente em cidades dos cinco continentes. Com o objetivo de monitorar a abrangência do sistema pelo mundo, a plataforma BRTData, gerenciada e atualizada pelo programa de Cidades do WRI Brasil, acaba de passar por uma redefinição de critérios que garante mais clareza e qualificação à base de dados. 

Desde 2012, a plataforma está no ar através de uma parceria entre os membros do ALC-BRT, a Agência Internacional de Energia (AIE) e a Associação Latino-Americana de Sistemas Integrados de Transporte e BRT (SIBRT). Atualmente, o BRTData é o mais abrangente banco de dados online sobre sistemas de corredores de ônibus disponível em todo o mundo. Ao longo dos anos, os critérios de classificação dos sistemas de BRT foram sofrendo alterações que hoje resultam em algumas inconsistências. Para solucionar esses desajustes, o WRI decidiu alinhar sua definição de corredor com a utilizada pelo Padrão de Qualidade de BRT, um documento desenvolvido pelo Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), que estabeleceu referências a partir de um esforço global com líderes da área de transporte.  

Para as cidades, é importante ter um padrão a ser seguido que permita trabalhar para obter os principais benefícios aos usuários e também econômicos do sistema BRT. A partir de agora, o BRTData terá uma definição única de corredor. Essa definição diz respeito a uma seção de uma via ou vias contíguas servidas por uma ou múltiplas linhas de ônibus com uma extensão mínima de 3 km que tenha faixas de ônibus segregadas ou exclusivas. Se a faixa segregada é alinhada ao meio-fio, pelo menos um dos seguintes elementos precisa estar presente: (1) pré-pagamento da tarifa; (2) prioridade semafórica dinâmica; (3) embarque em nível; ou (4) marca e logo.

A alteração no critério utilizado pelo BRTData resultou na exclusão de um total de 96 corredores. A nova base de dados contabiliza 356 corredores cadastrados, em 164 cidades, que somam 4.811 quilômetros de infraestrutura. Todas essas redes beneficiam mais de 32 milhões de passageiros por dia. 

A padronização permite também que as cidades mantenham critérios precisos a serem respeitados e os sistemas possam ser classificados de acordo com as suas atribuições de qualidade. Mais do que isso, o padrão tem o potencial de ajudar os planejadores que buscam o melhor aproveitamento e rendimento do sistema a ser implantado. Ao seguir esse padrão, o BRTData permite uma pesquisa muito mais apurada e possibilita a comparação entre os melhores sistemas de corredores de ônibus do mundo. 

A qualidade do serviço também pode ser melhor verificada quando são seguidos parâmetros bem definidos. O corredor BRT TransOlímpica (foto ao lado), no Rio de Janeiro, passou por uma avaliação no início deste ano e recebeu o selo Prata do Comitê Técnico do Padrão de Qualidade BRT. Implantado como parte dos compromissos do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, o TransOlímpica possui 17 estações distribuídas em 26 km de extensão e atende a uma demanda diária de 40 mil passageiros.  

O planejamento que oferece linhas que se complementam e facilitam os acessos dos passageiros a diferentes partes da cidade é destaque no sistema. O pavimento e a presença de faixas de ultrapassagem também são pontos positivos do BRT carioca, um dos principais legados das Olímpiadas. A avaliação também apontou falhas que podem ser solucionadas, fazendo com que o sistema possa ser aprimorado com o tempo.

 

 Fonte: WRI BRASIL

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