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Avança o sistema de transporte coletivo integrado da Região Metropolitana de Florianópolis

O projeto operacional de sistema de ônibus integrado, elaborado pelo Observatório de Mobilidade Urbana da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), foi apresentado aos representantes das prefeituras da Região Metropolitana de Florianópolis. O projeto segue as diretrizes do Plamus (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável) da Grande Florianópolis de implantar BRT (Bus Rapid Transit) na ligação Ilha-Continente, complementado por linhas alimentadoras que fazem distribuição dos passageiros nas cidades da região.

Via Expressa na manhã desta terça-feira  - Daniel Queiroz/NDA Via Expressa receberá linhas de BRT - Daniel Queiroz/ND



O projeto resultou de um trabalho de nove meses elaborado pela Secretaria de Estado de Planejamento, capitaneado pelo engenheiro Cassio Taniguchi, superintendente do Desenvolvimento da Região Metropolitana, em parceria com a UFSC. Segundo o engenheiro da equipe do Observatório de Mobilidade da UFSC, André Fialho, a intenção foi definir os locais dos terminais e das estações, bem como as linhas municipais e metropolitanas.

Agora, a operação propriamente dita será executada por empresa a ser licitada para explorar a rede de transportes, disponibilizar e manter a frota de ônibus, transportar passageiros e executar o transporte social. “Cumprimos mais uma etapa do planejamento que era apresentar a proposta de operação aos prefeitos da região”, disse Taniguchi. “O objetivo do projeto é racionalizar o sistema, pois existem muitas superposições de linhas municipais com metropolitanas, superposição de linhas de empresas com outras empresas, isso gera desperdício e ineficiência do sistema. A partir da implantação de uma infraestrutura de terminais de integração, de faixas exclusivas de ônibus, com corredores ou canaletas, você tem vários ganhos, principalmente o tempo das viagens de ônibus”, complementou Fialho.

Governo propõe parceria público-privada

Para o sistema entrar em operação, o governo do Estado propõe fazer uma PPP (Parceria público-privada) para implantação, manutenção e gestão da operação da infraestrutura do sistema BRT. Caberá à iniciativa privada no período de 25 anos, implantar e manter a infraestrutura (construção de vias, estações, paradas, terminais, sistema ITS - inteligência operacional e CCO - centro de controle operacional). O ITS terá controle de tráfego e fiscalização, sistema de portas de plataforma automáticas, sistema de vigilância eletrônica, informação do transporte em tempo real ao usuário, acesso wi-fi gratuito nos ônibus, paradas, estações e terminais e sistema de sonorização.

O BRT de 1º nível, ou seja, corredores de ônibus com operação em vias segregadas, estações de embarque e desembarque e sistema de bilhetagem pré-embarcado, terá extensão de 35,5 quilômetros. Já o BRT de 2º nível, que opera em faixas exclusivas à direita e conta com paradas de embarque e desembarque e sistema de bilhetagem embarcado, terá 22 quilômetros. O objetivo é priorizar o conforto do passageiro, maior frequência de ônibus e ganho de tempo nos percursos.

Redução de frota e quilometragem

Na primeira etapa, o projeto engloba os municípios de Florianópolis, São José, Biguaçu, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e São Pedro de Alcântara. Para André Fialho, são muitos os benefícios com a implantação: redução de 10% da frota e de 20% da quilometragem; diminuição do tempo de deslocamento, que vai depender do tipo de linha (se Expressa, por exemplo, será reduzido pela metade), e melhoria do serviço pelo mesmo preço da tarifa em vigor.

“Quero que isso dê certo, mesmo que eu não esteja mais aqui como prefeito”, disse Cesar Souza Júnior (PSD), prefeito de Florianópolis. “Desse modelo a região não escapa mais. Chegamos a um consenso. Essa é a modelagem. Teremos que fazer a integração com Florianópolis, que já tem o transporte licitado”, completou.

 

Fonte: Notícias do Dia

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