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Guia da mobilidade para a Olimpíada do Rio

Metrô e BRT terão funcionamento parcial para os Jogos. Programe-se!

A  35 dias para a Olimpíada, nem a linha 4 do metrô, entre Ipanema e Barra da Tijuca, nem o BRT Transolímpica, corredor exclusivo de ônibus que liga o Recreio a Deodoro, principais meios de deslocamento do público que assistirá às competições, foram inaugurados no Rio de Janeiro. Ainda assim, o Governo do Estado e a prefeitura, responsáveis pelas obras, respectivamente, divulgam que sairão vencedoras do desafio da mobilidade nos Jogos Olímpicos.

 

A previsão para o início da operação do metrô é 1º de agosto, apenas quatro dias antes da cerimônia de abertura. Para o corredor da Transolímpica não foi divulgada uma data, mas se estima que seja nos próximos 30 dias. A diferença é que sobre a abertura do metrô, obra cuja conclusão conta com recursos federais, ainda pairam dúvidas, enquanto os 25 quilômetros da Transolímpica já estão prontos - segundo a Secretaria Municipal de Obras, "faltam apenas ajustes finais".

Nos dois modais, o funcionamento durante o evento não será pleno: como estará num esquema de "soft opening", a linha 4 só será acessível a pessoas que tiverem o cartão olímpico, e não para toda a população. Com o cartão, o passageiro poderá embarcar também em outros meios de transporte, sem limite do número de viagens por dia. Ele está à venda pela internet, a partir de R$ 25, com entrega pelo correio. Em agosto, também será vendido em máquinas ATM (como os caixas eletrônicos). O intervalo entre as composições do metrô será de oito minutos, quase quatro vezes maior do que o atual, que chega a dois minutos e 15 segundos no trecho mais veloz, Central-Botafogo.

No caso do BRT, só três das 18 estações que compõem a Transolímpica - Centro Olímpico, Magalhães Bastos e Recreio - estarão abertas. A primeira leva ao Parque Olímpico, que concentra 16 modalidades. A segunda, ao Complexo Esportivo de Deodoro, com 11. A estação Recreio servirá ao embarque nos quatro serviços especiais do BRT: Vila Militar-Recreio, Centro Olímpico-Jardim Oceânico, Centro Olímpico-Vicente de Carvalho e Golfe Olímpico-Jardim Oceânico. Para os Jogos, os principais meios de transportes de massa estarão interligados às 32 áreas de provas, aos principais centros financeiros e culturais, além dos aeroportos.

"A gente vem trabalhando nos últimos sete anos para chegar nesse momento. Nosso grau de segurança é total: a cidade está pronta, com ou sem metrô", afirma o secretário de Coordenação de Governo da prefeitura, Rafael Picciani, que esteve à frente da pasta de Transportes até maio.

O chamado plano B para a mobilidade, a ser posto em prática caso o metrô não fique pronto, inclui o deslocamento de BRT para o percurso entre a zona sul, onde serão as competições de vôlei de praia, ciclismo de estrada (Copacabana), canoagem de velocidade e remo (Lagoa), assim como boa parte da rede hoteleira, e o Parque Olímpico, na Barra, o coração dos Jogos. A existência do plano alternativo não é prenúncio do fracasso do metrô, diz o secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira: "Errado seria não ter plano B. Um evento desse porte tem plano B, C, D. Mas, com base nos nossos cronogramas, não há possibilidade de o metrô não ficar pronto".

NÚMEROS

- R$ 9,7 bilhões devem ser gastos na linha 4 do metrô Ipanema - Barra (foto). A obra do Governo do Estado, com suporte financeiro do Governo Federal, é a mais atrasada e cara dos Jogos Olímpicos;

- 25 quilômetros do BRT Transolímpica, ainda não inaugurado, estão prontos. A obra é de responsabilidade da prefeitura do Rio;

- 26 quilômetros de vias estarão disponíveis prioritariamente para ônibus, táxis e o deslocamento da "família olímpica": atletas, delegações e autoridades em veículos credenciados do evento. 

Fonte: Estadão 

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