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BRT: novo projeto na Boa Vista

Antes mesmo das seis paradas atuais ficarem prontas, outras duas estações estão em estudo
Antes mesmo de as seis estações que vinham sendo construídas para o BRT na Conde da Boa Vista terem as obras retomadas, o Governo do Estado já tem outros planos para a avenida. Está em estudo a implantação de mais duas estações, essas com características que respeitem as premissas do sistema, como a do embarque e desembarque em nível. Com isso, as atuais estruturas, que tiveram a construção parada há mais de um ano, passariam a servir para ônibus convencionais. A viabilidade do projeto, porém, depende de recursos e não está garantida. 

A ideia de erguer as seis estações surgiu em 2013, como uma forma provisória de acomodar o BRT na via a tempo para a Copa do Mundo. Paradas convencionais foram demolidas para dar lugar às no- vas estruturas, que seriam fechadas e teriam catracas para permitir o pagamento antecipado da tarifa. Apesar do formato diferenciado, não possibilitariam o embarque em nível e não seriam refrigeradas, como as outras 15 que já funcionam em trechos do Corredor Leste-Oeste. Quando as obras foram paradas por envolvimento da construtora responsável na Operação Lava-Jato, as estações viraram o retrato do abandono. Foram ocupadas por moradores de rua. 

A solução só veio com a colocação de tapumes, no início deste ano. Segundo a Secretaria das Cidades, a retomada das obras ocorrerá após o lançamento de uma nova LICITAÇÃO, o que é previsto para janeiro de 2017. O destino desses pontos depende da concretização das outras duas estações. Se isso não ocorrer, eles atenderão ao BRT, como já estava previsto. Se o projeto sair do papel, as seis estruturas provisórias passarão a atender ônibus convencionais. "Não vai ha- ver prejuízo para o Estado. 

O que pode acontecer é essas estações não serem usadas por BRTs, e sim por ônibus convencionais, se o que está em estudo for viabilizado. Mas as seis estações que tiveram a construção iniciada serão concluídas", garante o diretor de operações do Grande Recife Consórcio, André Melibeu. A implantação das duas estações definitivas para o BRT está na fase de discussão com outros órgãos envolvidos, co- mo a Secretaria Municipal de Mobilidade e Controle Urbano e o Instituto Pelópidas Silveira, já que as estruturas ficariam no meio da Conde da Boa Vista e interfeririam na requalificação finalizada pela Prefeitura do Recife em 2008, a um custo de R$ 14 milhões. "Para a operação do BRT, seria fantástico se saíssem do papel", complementa Melibeu. 

Na avenida, a possibilidade é vista com desconfiança. "O que incomoda é só pensarem nisso depois que se gasta dinheiro. Nem terminaram essas estações e já se pensa em outras", afirma o soldador José Silva, 57. Em todo o Leste Oeste, já se investiu 80%dos R$ 169 milhões previstos.

Fonte: Folha de Pernambuco

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